Carlos Edu BernardesHoje não é possível percorrer mais do que uma esquina na nossa cidade sem notarmos estilhaços de vidros pelas calçadas e ruas, sinais de mais um acidente de trânsito.
A urgência das empresas em realizar seus serviços, na tentativa de superar concorrentes visando à obtenção de uma receita que nunca viabiliza grande parte delas mesmas, depredada diariamente pela fome de impostos de um governo cuja bebida principal deve ser sim o Biotônico Fontoura, nos revela que a grande maioria que está nos volantes dos veículos, e principalmente nos guidons das motos, luta diariamente contra o tempo, pressionada para desempenhar a qualquer custo a sua tarefa - quer seja a entrega de pizzas, materiais de construção ou o leva-e-trás de passageiros - também apressados na mesma intensidade.
O que vemos são motoristas ávidos por conseguir uma "vantagem" pelas ruas, monitorando locais onde não há sensores eletrônicos, como se ali fosse liberado fazer o que bem entender, já que exercer a sua moralidade é luxo em tempos de enaltecimento do "inteligente e produtivo".
Sociedade bem equipada instrumentalmente não significa sociedade consciente e cidadã. Por exemplo: nesta quinta-feira fui levar o carro para revisão numa concessionária no Setor Sta. Genoveva e, saindo da Marginal Botafogo para pegar a Independência no sentido Aeroporto, nenhum carro ao meu lado parou no sinal fechado e quem estava atrás de mim buzinou. Senti-me como se eu estivesse errado...
Essa competição predatória, onde o valor da educação é suplantado pelo resultado econômico, que paradoxalmente está quase sempre está no vermelho, tem no trânsito um dos seus principais campos-de-guerra e acaba por nos proporcionar cada vez menos tempo para pensarmos no próximo e nas consequências de vidas ceifadas ou deformadas - vide reportagens quase que diárias nos jornais sobre o preço dos tratamentos aos acidentados. Isso para não dizer que Goiânia é a terceira cidade do país com maior número de motoristas alcoolizados ao volante...
Mas como contabilizar o sofrimento dos feridos e o desamparo de tantos filhos de pais que sucumbiram nas nossas ruas caóticas? A isso chamamos progresso?
A urgência das empresas em realizar seus serviços, na tentativa de superar concorrentes visando à obtenção de uma receita que nunca viabiliza grande parte delas mesmas, depredada diariamente pela fome de impostos de um governo cuja bebida principal deve ser sim o Biotônico Fontoura, nos revela que a grande maioria que está nos volantes dos veículos, e principalmente nos guidons das motos, luta diariamente contra o tempo, pressionada para desempenhar a qualquer custo a sua tarefa - quer seja a entrega de pizzas, materiais de construção ou o leva-e-trás de passageiros - também apressados na mesma intensidade.
O que vemos são motoristas ávidos por conseguir uma "vantagem" pelas ruas, monitorando locais onde não há sensores eletrônicos, como se ali fosse liberado fazer o que bem entender, já que exercer a sua moralidade é luxo em tempos de enaltecimento do "inteligente e produtivo".
Sociedade bem equipada instrumentalmente não significa sociedade consciente e cidadã. Por exemplo: nesta quinta-feira fui levar o carro para revisão numa concessionária no Setor Sta. Genoveva e, saindo da Marginal Botafogo para pegar a Independência no sentido Aeroporto, nenhum carro ao meu lado parou no sinal fechado e quem estava atrás de mim buzinou. Senti-me como se eu estivesse errado...
Essa competição predatória, onde o valor da educação é suplantado pelo resultado econômico, que paradoxalmente está quase sempre está no vermelho, tem no trânsito um dos seus principais campos-de-guerra e acaba por nos proporcionar cada vez menos tempo para pensarmos no próximo e nas consequências de vidas ceifadas ou deformadas - vide reportagens quase que diárias nos jornais sobre o preço dos tratamentos aos acidentados. Isso para não dizer que Goiânia é a terceira cidade do país com maior número de motoristas alcoolizados ao volante...
Mas como contabilizar o sofrimento dos feridos e o desamparo de tantos filhos de pais que sucumbiram nas nossas ruas caóticas? A isso chamamos progresso?

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